Campeonato de Atletismo Outdoor BUCS Visa em Londres

Entre os dias 4 e 7 de Maio o Campeonato de Atletismo Outdoor BUCS Visa foi realizado em Londres.

Esse evento faz parte de uma série de pequenos torneios que servem para testar a estrutura construída para as Olimpíadas que acontecerão esse ano. O evento foi um sucesso e demonstrou que Londres está preparada para receber os jogos olímpicos.

Abaixo estão as fotos divulgadas pelo site da Comissão Organizadora.

Fonte: london2012.com

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Não há atalhos para o sucesso

Publicado originalmente na Atleticweekly.com em 19 de Maio de 2011 por Jason Henderson e traduzido e adaptado por Pista e Campo.

Opinião do Pista e Campo: Nesse artigo, o jornalista Jason Henderson faz uma interessante crítica aos métodos milagrosos que dizem melhorar o desempenho na corrida com pouco esforço. Tal coisa, ele afirma, é impossível. A única forma comprovada de melhorar o desempenho pessoal na corrida é correr e correr muito.

No mundo sério das corridas e do atletismo, se algo soa bom demais para ser verdade provavelmente o é.

Eu FREQUENTEMENTE sorrio para capas malucas de revistas e livros de fitness. Um popular é: “Ganhe um tanque em seis semanas” (“Get a six pack in six weeks” no original). Outro favorito pessoal mais recente é: “Fitness Olímpico, sem dor” (“Olympic fitness, no pain” no original). Certo – se isso fosse assim tão fácil.

Agora um novo livro, “O corpo de 4 horas” (“4-Hour Body” no original) de Tim Ferriss, sugere que iniciantes podem ir “de 5 km a 50 km em 12 semanas”. Sem mencionar “dormir por duas horas por dia e sentir-se totalmente descansado”, “somar 100lbs ou 45kg ao supino” e “reverter ferimentos permanentes”. Tudo isso soa bom demais para ser verdade naturalmente.

Eu era um grande fã do primeiro livro desse autor, “A semana de trabalho de 4 horas” (“The 4-hour Work Week” no original), que esteve entre os best-sellers do New York Times e, ao contrário do que diz o título, simplesmente oferece dicas originais e úteis de produtividade e administração de tempo, como, por exemplo, lidar com os zilhões de emails que a maior parte de nós recebe diariamente. Então, quando Ferriss pôs seus pés no mundo do atletismo, eu o li com interesse – mas me desapontei ao achar em seus conselhos meros ecos da balela de “ficar em forma rápido e facilmente” que domina a media.

Recordista britânica de maratonas Paula Radcliffe (tirado de athleticsweekly.com)

Em suma, o plano de acúmulo de 50 km de Ferriss inclui o uso da técnica de Pose, exercícios CrossFit, treinos de intervalos de alta-qualidade e quase nenhuma milhagem tradicional ou longas corridas. Como explicação, a técnica Pose exige aos corredores a pender para frente, pousando em seus ante pés. O Crossfit é um programa de condicionamento e força envolvendo uma variedade de exercícios de academia e levantamento de peso. O treino de intervalos, enquanto isso, inclui “Corridas Tabata” como as de 8×20 segundos com 10 segundos de recuperação ou sessões como 4x400m com 90 segundos de descanso.

Não me leve a mal, algumas das idéias de Ferriss são bons conselhos. Ele reconhece, por exemplo, que exercícios “pre-hab” podem proteger o corpo de lesões. Exercícios como o levantamento turco e as variações de kettlebell são, desse modo, recomendados para criar uma fundação física sólida. Mas rotina de treinamento de 50 km ou de maratona que se orgulha de raramente correr mais do que meia-maratona de uma vez é mais do que questionável.

Eu gostaria de ouvir o que atletas como a dona do recorde mundial de maratonas Paula Radcliffe pensam de tal programa. Raddcliffe, afinal, correu 2:15:25 numa dieta de 120-140 milhas por semana de corrida (um pouco de trabalho de academia, mas na maior parte corrida). Também me diverte quando os fãs de Ferris enviam notas de agradecimento depois que eles correram uma maratona em aproximadamente 3:40 (mais devagar do que recorde mundial de marcha atlética, creio eu)

Um tanto admirável, Ferriss tem sido um “porquinho-da-índia” humano nos anos recentes e tem testado suas várias teorias em si mesmo (seu livro tem outros capítulos sobre perder gordura corporal, como nadar sem esforço e melhorar sua vida sexual). No entanto, o que ele talvez falhe em reconhecer é que o mundo do atletismo tem testemunhado milhares de “experimentos” no último século na forma de corredores amadores a recordistas mundiais como o Radcliffe – todos eles descobrindo o que funciona e o que não funciona.

É óbvio que Feriss não está sozinho com suas declarações levemente extravagantes. As atuais publicações de saúde e fitness são aparentemente obcecadas com casos de obscuros personal trainers ou de especialistas em fitness para oferecer conselhos sobre corrida de maratona. E esses conselhos constantemente incluem todo tipo de coisa, exceto corrida de verdade.

Então se alguém acredita que pode correr uma maratona decente – ou ainda 50 km – sem correr bastante e constantemente, essa pessoa está se enganando. Radcliffe e outros corredores de sucesso nos ensinaram que não há substituto para trabalho duro e treinamento específico. Soa bem, mas a formula de Ferris não irá te fazer ganhar nenhuma medalha de maratona.

* Jason Henderson é editor do Athletics Weekly e já participou de provas de pistas de 400 m até maratonas, triatlons de “iroman” e corridas de 100 milhas por etapas nos últimos 25 anos e diria que se você quer se tornar um melhor corredor, corra bastante.

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Água de Coco é uma bebida esportiva ideal?

Por Elena Conis, adaptada por Loucos por Atletismo

Opção de refresco comum nas praias de países tropicais como o Brasil, a água de coco está sendo tratada agora como uma bebida esportiva natural, a bebida de sabor levemente azedo adquiriu a reputação de melhorar a circulação, frear o envelhecimento, combater vírus, aumentar a imunidade e diminuir o risco de câncer, doenças cardíacas e derrames.

Ela é também livre de gorduras e colesterol, com baixa caloria e repleto de eletrólitos.

Mas há novidades para as pessoas procurando por um atalho tropical para boa saúde: num estudo mais aprofundado, a água de coco não é essa panacéia que as pessoas acham que é. “Não há nada mágico sobre a água de coco”, diz Liz Applegate, diretora de nutrição esportiva na Universidade da Califórnia em Davis (UC Davis).

A água de coco é o suco encontrado os cocos jovens e verdes. Aqui no Brasil e em outros países tropicais bebe-se água de coco na praia para se refrescar e diferentemente do leite de coco, que é uma emulsão rica em gordura da carne do coco maduro, a água de coco é principalmente água – aproximadamente 95% de água, para ser exato.

Ela também contem eletrólitos de sódio, potássio, magnésio, cálcio e fosfato, assim como uma pequena quantidade de aminoácidos essenciais. Esse concentrado de minerais fez a água de coco popular entre aficionados por fitness procurando uma alternativa natural de bebida esportiva sem coloração artificial e conservante, afirma Applegate.

Apesar da água de coco ser adequada para a “típica pessoa que se exercita”, ela diz, não é para atletas envolvidos com treinos intensivos, porque comparada com as bebidas esportivas comerciais, ela tem pouco carboidratos e sódio, que são essenciais para a recuperação depois de treinos puxados.

Água de coco também contem muito pouca proteína, que é crucial para uma bebida de recuperação verdadeira”, diz Becci Twombley, diretos de nutrição esportiva na Universidade da Califórnia em Los Angeles. Ela diz que depois de um treino puxado, adultos perdem pelo menos 15 a 17 gramas de proteína, 8 onças ou 226 gramas de água de coco contêm menos de 2 gramas de proteína, segundo uma análise que pesquisadores de Cingapura publicaram em 2009.

Por outro lado, a água de coco contem mais de 15 vezes mais potássio do que a bebida esportiva média. Como o sódio, o potássio é um eletrólito chave que é transpirado durante o exercício. Mas porque o corpo perde mais sódio que potássio durante os treinos, todo esse potássio extra não é necessariamente importante em uma bebida, diz Applegate. (Também certamente não há nada nocivo nisso, ela complementa).

Alguns poucos estudos por pesquisadores na Malásia sugerem que a água de coco pode reidratar o corpo tão bem quanto uma bebida esportiva e talvez melhor do que a própria água. Em um estudo, oito homens fizeram exercício no calor até eles perderem mais ou menos 3% de seu peso corporal e então eles beberam água de coco, água comum e bebida esportiva para se reídratarem. As três bebidas saciaram igualmente os homens.

Num segundo estudo, 10 homens que se exercitaram no calor por 90 minutos beberam água, bebida esportivas, água de coco e água de coco enriquecida com sódio. Depois de duas horas, aqueles que bebem bebida esportiva e água de coco estão levemente mais reidratados – medido através do peso corporal que eles recuperaram – do que aqueles que beberam somente água. “Isso faz sentido“, diz Twombley, “desde que os eletrólitos nas bebidas esportivas e água de coco facilitaria a recuperação da água do corpo“. O estudo foi publicado no Jornal Sul-asiático de Medicina Tropical e Saúde Pública.

As afirmações de que a água de coco pode curar câncer, parar o envelhecimento e executar outras façanhas de saúde são baseadas em estudos ainda mais preliminares em tubos de ensaio e ratos de laboratório. Tais estudos tem sugerido que químicas vegetais específicas achadas na água de coco podem ser poderosas antioxidantes, mas muitos antioxidantes existem na natureza – não há provas que há algo “mágico” em relação aqueles na água de coco, diz Twombley.

Leslie Bonci, direto de nutrição esportiva na Universidade do Centro Médico de Pittsburgh, aconselha que consumidores a serem sábios em relação às afirmações de que a água de coco tem baixos teores de caloria e não tem açúcar adicionado, como vários rótulos ostentam. A água de coco contem naturalmente mais ou menos 11 ou 12 gramas de açúcar e normalmente aproximadamente 50 ou 60 gramas de calorias por porção, variedades com sabor têm mais dos dois.

Para aqueles que utilizam água de coco como um substituto para água comum depois de um treino, as calorias e açúcar podem ser um adicional.

Assim como o preço, pois a água de coco processada vendida no mercado custa aproximadamente R$4,00. A água de coco é adequada para atletas casuais e pessoas que gostam de seu sabor, mas há outras formas mais baratas e eficientes de se reidratar e recuperar eletrólitos. “Que tal beber um copo d’água e comer uma banana?”.

Adaptado de: Los Angeles Times, 6 de março de 2011

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Fotos do Mundial de Atletismo Indoor em Istambul

Entre os dia 9 e 11 de Março, 683 atletas de 173 países participaram do Mundial de Atletismo Indoor em Istambul, Turquia.

O grande medalhista do torneio foram os EUA, com 18 medalhas.

O Brasil ficou na 11a posição, com a única medalha, de ouro, conquistada por Marcos Vinícius da Silva no salto em distância.

Veja abaixo as fotos da competição.

Autoria das fotos: Agência Reuters
Retiradas de: www.lance.com.br

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Atletas femininas muçulmanas banidas de torneios são criativas com véus

Por Christina NG

A levantadora de peso Kulson Abdullah estava quase sendo qualificada para o Torneio Aberto Americano no ano passado quando ela foi eliminada. Não foi seu regime de treinos, força muscular ou peso que manteve ela fora da competição. Foram suas roupas.

Depois de se qualificar para o Torneio Nacional, falaram a engenheira de computação com doutorado na Georgia Tech que ela não poderia competir porque o modesto vertuário atlético que ela usa para obedecer sua fé muçulmana poderia ser perigoso ou dar a ela vantagens injustas, uma vez que a roupa de manga comprida iria prevenir os juízes de ver se seus cotovelos estão travados.

A levantadora de peso Kulson Absdullah (Fonte: ABC News)

A desqualificação de Abdullah foi uma entre um grande número de disputas sobre o que as atletas femininas podem usar. Essas disputas surgiram no Futebol, na Natação, no Boxe e Ginástica, colocando atletas na difícil situação de ter que escolher entre sua religião e seu esporte.

Há algumas semanas atrás, a seleção iraniana de futebol foi desqualificada de um jogo contra a Jodânia para a próxima Olimpíada por causa dos véus que elas usavam. O oficial da FIFA disse que os véus violavam suas regras e que o pescoço das mulheres não podem ser cobertos por razões de segurança.

A Organização de Futebol Iraniana planeja protestar a decisão, mas será provavelmente muito tarde para ter chance de participar nas Olímpiadas de 2012, em Londres,

Esses conflitos tem produzido também trajes inovadores desenhados para acomodar as regras islâmicas e a necessidade de velocidade ou força.

O mais conhecido entre eles é o burkine, um maiô que cobre a nadadora de cima abaixo, com excessão a face, mãos e pés. Elas têm duas partes, um par de calças folgadas e uma parte de cima que inclue a cobertura para a cabeça e vai até o meio da coxa. Elas vêm em cores e desenhos diferentes.

A burkini (Fonte: http://thomasfortenberry.net/?p=1179)

A designer estabelecida em Montreal Elham Seyed Javad surgiu com um traje atlético depois de ouvir que o time de Tae-kwon-do de Montreal foi expulso de um campeonato em 2007 por causa das roupas das participantes muçulmanas.

Seyed Javad disse que ela entende tanto a necessidade de segurança quanto a dedicação das mulheres a suas crenças. Como uma atleta muçulmana, que opta por não usar um hijab em sua vida diária, ela começou a trabalhar para encontrar um compromisso.

“Nós estamos combinando esporte e cultura, então porquê não achar soluções para que nós possamos coabitar todos juntos?” Javad questiona.

Crenças muçulmanas requerem que a mulher seja completamente coberta, incluindo face e mãos.

Seyed Javad criou o Hijab atlético ResportOn. É uma peça justa sem mangas que é usada embaixo do uniforme regular. Ele cobre a cabeça e tórax e tem uma abertura atrás do pescoço que pode ser usado para ajustar o cabelo sem ter que tirar toda a peça. O material extremamente leve permite uma ventilação e seca 14 vezes mais rápido do que o algodão.

Depois de vestir o time de tae-kwon-do, a demanda se expalhou por todo o mundo, entre mlheres muçulmanas e não-muçulmanas. Ela recebeu ofertas de potenciais distribuidores por todo o mundo.

“Eu quero que o atleta seja julgado por seu talento e capacidade de jogar, não por suas crenças religiosas” Seyed Javad diz.

Enquanto o produto de Seyed Javad e os burkines abrem seu caminho adentro dos mercados internacionais, algumas outras opções tem estado disponíveis para mulheres muçulmanas.

Hijab Atlético ResportOn (Fonte: blog.stylesight.com)

Uma empresa chamada Capsters vende somente a peça de cobertura de cabeça e pescoço. Eles têm diferenres estilos para aerobica, corrida e surf, entre outras.

No passado, atletas têm sido capazes de trabalhar com organizadores de eventos esportivos para acomodar suas restrições. Nas Olimpíadas de 2004 em Atenas, permitiram que as mulheres competissem com véus, mangas compridas e calças.

Nas Olimpíadas de 2012 em Londres, foi permitido às boxeadoras muçulmanas usar o hijab na competição.

A levantadora de peso Abdullah, 35, decidiu protestar depois que foi desqualificada. “Se há outra mulher que se veste assim, seja em levantamento de peso ou outro esporte, ela deve ser capaz de participar sem ser impedida pelo que ela está vestindo.”

“Não há nada que impeça as boxeadoras de vestir o traje muçulmano completo. Obviamente, exigências religiosas devem ser consideradas e nós queremos ser os mais inclusivos o possível”, disse o representante da Associação Internacional de Boxe em 2009 quando a decisão foi tomada.

Apesar de Abdullah não estar levantando peso em nível olímpico, ela ainda tem esperança para o seu hobby. Ela achou um aliado no Conselho de Relações Islâmicas-Americanas. O CRIA baseado em Washington perguntou à Associação Americana de Levantamento de Peso e ao Comitê Olímpico Americano para defender Abdullah em nome de todas as mulheres que querem competir.

Cada esporte tem um corpo representativo e para o Levantamento de Peso, a decisão final vem da Federação Internacional de Levantamento de Peso.

“Nós ouvimos chamadas dos povos do Ocidente para o empoderamento das mulheres muçulmanas pelo mundo”, diz o relações-públicas Ibrahim Hooper do CRIA. “Se eles estão sérios sobre a inclusão, qual é a melhor forma de empoderar as mulheres muçulmanas que literalmente através do levantamento de peso?”

“É uma questão por todo o mundo. Enquanto as mulheres mais participarem, mais acomodações precisam ser feitas”, diz Hooper.

O Ato de Esportes Olímpicos e Amadores Ted Stevens dos Estados Unidos exige que todas pessoas possam participar “sem discriminação de raça, cor, religião, sexo, idade ou origem nacional, e o direito de aviso justo e oportunidade de uma audiência a qualquer atleta amador, treinador, gerente, administrador ou funcionário antes de declarar a inelegibilidade do indivíduo a participar”

Depois de ser contactada pelo Comitê Olímpico e pela Associação Americana de Levantamento de Peso, a Federação Internacional de Levantamento de Peso anunciou que iria pôr o tema na agenda de sua próxima reunião dia 27 de Junho de 2011 na Malásia.

“Para as mulheres em geral, não importa quais são suas crenças, o esporte têm sido dominado por homens e está prestes a mudar isso”, diz Abdullah, “Seria ótimo manter o ritmo”

Fonte: ABC News, publicada em 14 de junho de 2011.

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‘Super-Humanos’ aos 92 anos, vovó Olga é um fenômeno do atletismo

Nesse vídeo da série “Super-Humanos”, reproduzida no Esporte Espetacular, você vai conhecer a história da vovó Olga, uma idosa de 92 anos que virou fenômeno do atletismo e está sendo estudada por cientistas da Universidade McGill, de Montreal, no Canadá.

Olga Kotelko é filha de imigrantes ucranianos radicados no Canadá. Na infância, trabalhou na lavoura e depois virou professora. Após uma desilusão amorosa no casamento, resolveu dar uma guinada: divorciada, mudou-se com as duas filhas para Vancouver, cidade que respira esportes. E foi aí que sua vida mudou radicalmente. Apesar de tardiamente, ela descobriu o atletismo aos 77 anos e foi recomendada por muitos médicos a procurar outras atividades mais leves, como caminhada ou hidroginástica. Mas Olga resolveu se arriscar na nova descoberta:

- Havia um clube de atletismo para veteranos no meu bairro, e eu olhava e pensava: “nossa, isso é muito difícil”. Não era para alguém da minha idade. Então um dia fui assistí-los em uma competição e vi uma mulher jogando algo da altura do pescoço, era um arremesso de peso. Pensei, “se ela consegue, também consigo”. Foi assim que comecei – contou.

Recordes, medalhas e espanto geral

Daí para frente Olga não parou mais. Aos 79 anos participou da sua primeira competição e não tomou conhecimento das outras atletas – da mesma faixa etária. No arremesso de dardo, jogou o objeto 10 metros a mais que as concorrentes. As adversárias pareciam não entender e ficaram curiosas, fazendo perguntas, como ela mesma conta: “Como você é tão forte? O que você comeu? Quem é seu treinador?”.

No currículo, mais de 20 recordes mundiais em diversas modalidades do atletismo: arremesso de peso, disco, dardo, martelo e corridas de curta distância, como 100m e 200m. Quebras de marcas e muitas medalhas, uma supremacia assustadora em um esporte que cada milésimo vale muito. Por exemplo, o tempo de Olga nos 200m (56s46) é quase 15 segundos menor que o da segunda colocada (1m09s09).

O desempenho de Olga chamou tanta atenção que os cientistas da Universidade McGill resolveram entender melhor o que ocorre com o corpo dela. Nas pessoas comuns, com o passar do tempo, é normal a diminuição da massa muscular. Mas isso não acontece da mesma maneira com ela, seus músculos parecem não sentir a passagem do tempo.

- O que sabemos é que a decadência muscular dos humanos começa a partir dos 50 anos. Só que depois dos 70, a perda de massa muscular é imensa e são justamente os músculos que vão determinar o quão independentes nós vamos ser na terceira idade. Se vamos conseguir levantar sozinhos da cadeira, evitar quedas ou controlar nossos movimentos – disse Russ Hepple, PHD em fisiologia pela Universidade McGill.

Os músculos de Olga, quando você olha, não parece de alguém com 90 anos. Eles têm 60, 70 anos no máximo. Por que? Esse é o grande mistério – levantou a questão, Tanja Taivássalo, professora e pesquisadora da Universidade McGill.

A explicação para o desempenho fora do normal pode estar na rotina de treinamento. Olga não para nunca, se mantém em atividade regularmente: cuida do jardim em casa, trabalha no bazar da igreja local, faz academia e treina sempre respeitando o próprio corpo.

Fonte: TV Globo/Esporte Espetacular – Série Super-Humanos – Roteiro e produção: Guilherme Roseguini

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ATLETISMO NO BRASIL – Saiba Mais!!

O ATLETISMO moderno é disputado desde meados do Século 19 e muitas de suas provas atuais foram disputadas já na Olimpíada de Atenas (Grécia) em 1896. A IAAF foi criada em 1912, durante os Jogos Olímpicos de Estocolmo (Suécia).

No Brasil, há registros de competições oficiais na década de 1910. A sua prática estava sob a responsabilidade da antiga Confederação Brasileira de Desportos – CBD, que à época dirigia a quase totalidade das modalidades esportivas no país. Isto continuou até 1977, quando foi constituída a CBAt.
Em 1914, a CBD filiou-se à IAAF e a primeira participação de atletas brasileiros em torneio internacional aconteceu em 1919 quando uma equipe nacional participou do 1º Campeonato Sul-Americano de Atletismo, em Montevidéu (Uruguai).

O ATLETISMO separou-se da CBD, oficialmente, a 2 de dezembro de 1977, quando foi criada, no Rio de Janeiro (RJ) a CBAt, que veio a funcionar, efetivamente, a partir de 1º de janeiro de 1979. A CBAt manteve-se no Rio de Janeiro até 1994, quando, por facilidades de apoio a seu funcionamento, a sua sede foi transferida para Manaus.

COMPETIÇÕES NO BRASIL
A primeira competição de caráter nacional no país foi o Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais, instituído em 1929. A última edição deste campeonato foi disputada em 1985. O Troféu Brasil de Atletismo (Campeonato Brasileiro de Clubes), criado em 1945, é a principal competição do calendário da Brasileiro.

MUNDIAIS NO BRASIL
Nos 87 anos da IAAF, apenas dois Campeonatos Mundiais de Atletismo foram realizados na América do Sul. Não por acaso, ambos foram organizados pela CBAt. O tabu foi quebrado em 1989, quando a CBAt realizou o Mundial Feminino de 15km, no Rio de Janeiro. A organização do evento foi, aliás, elogiada pelos representantes da IAAF. Isto se repetiu em 1998, com a realização em Manaus dos Campeonatos Mundiais IAAF e o Governo do Amazonas de Maratona em Revezamento, que reuniu as maiores forças do mundo em provas de rua. A competição foi considerada pelos delegados internacionais o melhor Mundial de Atletismo já realizado fora de estádio pela IAAF.

HEGEMONIA NO CONTINENTE
Ao longo de sua história, o ATLETISMO Brasileiro tem conseguido expressivos resultados em competições internacionais. É o esporte com maior número de medalhas conquistadas em Olimpíadas e Jogos Pan-Americanos.
Além disso, as seleções nacionais mantêm há 25 anos sua hegemonia na América do Sul.

O BRASIL NO MUNDO
A primeira participação do ATLETISMO do Brasil em Olimpíadas aconteceu nos Jogos de Paris (França), em 1924. O primeiro resultado importante aconteceu em Los Angeles (EUA), nos Jogos de 1932, com o 6º lugar de Lúcio de Castro no Salto com Vara.

ATLETAS MEDALHISTAS
O Atletismo é o esporte brasileiro com mais medalhas ganhas em Olimpíadas e Jogos Pan-Americanos.
Adhemar Ferreira da Silva, Joaquim Cruz e João Carlos de Oliveira são alguns dos ganhadores de medalhas nestas competições. Também em Campeonatos Mundiais nossos atletas tem subido ao pódio, como Zequinha Barbosa, Luiz Antonio dos Santos e Claudinei Quirino, entre outros.
(Fonte: http://sti.br.inter.net/acspinelli/atletbr.htm).

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Conheça a história do homem que revolucionou o salto em altura

Uma “convulsão aérea”. Essa foi a descrição de um cronista quando viu um jovem atleta chamado Dick Fosbury praticar um salto em altura utilizando uma das técnicas mais comuns do momento. O método consistia em passar o corpo por cima da barra como quem está subindo a um cavalo em um só salto, mas para o americano, que anos mais tarde revolucionaria a modalidade, isto parecia ser bastante complexo.

Fosbury não dominava os métodos utilizados até o momento, quando ainda se encontrava em fase de aprendizagem, na década de 50. Só depois de muito treino, o nativo de Portland, Oregon, começou a colecionar resultados que permitiram melhorar seus saltos e chamar a atenção de treinadores.

Pouco a pouco, sem a autorização nem o acompanhamento de seus treinadores, Fosbury, ainda atuando por um instituto, foi invertendo seu corpo no ar até chegar ao ponto em que, quando saltava para superar a barra, girava completamente e caía de costas. Seus instrutores decidiram manter sua performance dentro das técnicas estabelecidas na época, mas ao ver a evolução do atleta, tiveram que aceitar que os saltos do jovem eram melhores que qualquer outro concorrente.

Com um salto de 1,90 metros, o jovem atleta registrou uma nova marca em sua escola secundária, ainda faltando três anos para a sua graduação, e no ano seguinte, no Campeonato Estadual, foi segundo lugar ao saltar 1,97 metros. Seu particular estilo de passar a barreira tornou-se famoso quando uma fotografia começou a circular pelo mundo, com o título de “O saltador mais preguiçoso do mundo”, provocando risadas e piadas em todos que o observavam. Um repórter do diário Medford, da cidade onde Fosbury estudou, escreveu que o atleta parecia “um peixe retirado da água, dando saltos dentro de um barco”.

Fosbury então se matriculou na Universidade de Oregon em 1965, e três anos mais tarde já era campeão universitário nacional, depois de impôr-se nas classificatórias para os Jogos Olímpicos de 1968, na Cidade do México, cidade que o consagraria na história esportiva.

Seus primeiros saltos logo surpreenderam os assistentes que nunca haviam visto esta técnica antes, e novamente foi visto com humor. No entanto, nos saltos iniciais, os espectadores se surpreenderam ao ver a eficiência da técnica do americano. Em seu último salto, o estádio inteiro já apoiava Fosbury. A atenção ao final do evento foi tanto que sua última tentativa ocorreu justamemte no momento em que corredores da maratona olímpica entraram no ginásio, algo que sempre gera uma saudação em pé dos torcedores presentes. No entanto, só se ouviram uns aplausos dispersos nas tribunas.

Com o desempenho, Fosbury transformou a “piada” prévia em uma gigante aclamação, que não somente ganhou a medalha dourada, como também registrou nova marca olímpica, com um salto de 2,24 metros.

Quatro anos mais tarde, dos 40 competidores que estavam em nos Jogos de 1972, em Munique, 28 utilizavam o método de Fosbury. Em Moscou 1980, foram 13 dos 16 finalistas adeptos da inovação do americano. Em Los Angeles 1984, um orgulhoso Fosbury assegurava: “a popularidade atual do meu estilo é um prêmio maravilhoso a tudo o que tive que aguentar no início. O salto de costas eu praticava na universidade e todos ríam de mim, considerando-me um louco e alguns me tratavam mal por sair das normas conhecidas. Até que ganhei no México, em 1968, passando à categoria de herói”.

A técnica de inversão de Fosbury revolucionou a modalidade do salto em altura e chegou a ser utilizado por economistas e empresário ao redor do mundo como um exemplo claro de inovação, demonstrando que muitas vezes quando alguém rompe as barreiras e parâmetros termina chegando mais longe que aqueles que somente se dedicam a seguir as regras estabelecidas

Fonte: Terra. Disponível em: http://esportes.terra.com.br/rumo-a-2012/noticias/0,,OI5077421-EI17322,00-Conheca+a+historia+do+homem+que+revolucionou+o+salto+em+altura.html

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